Dec
09
    
Escrito por MAGNODUM em panaceias e, December-9-2008

O desenvolvimento e sucesso dos alimentos tuning assenta em vários princípios, mas devo salientar os seguintes:

  • Princípio do “tudo o que é ‘natural’ não pode fazer mal”

Esta rima idiota parece justificar a utilização de milhares de cházinhos e ervinhas que dizem fazer o mesmo que a medicação vendida em farmácias. Mas, ao contrário dos medicamentos, os cházinhos, por serem naturais, nunca, em situação alguma, poderão fazer algum mal.

  • Princípio dos alimentos sem aditivos nem conservantes (Anti-Tuning)

Tudo o que se come, mas tem escrito na embalagem “sem aditivos nem conservantes” pode ser enfardado de forma megalómana, mesmo que seja o maior veneno do mundo.

  • Princípio dos alimentos aditivados (Tuning)

Este surge como uma errata ao princípio anterior - um alimento terá vantagem em ser aditivado caso esta alteração faça bem à tensão, colesterol ou trânsito intestinal - mesmo que este efeito seja veiculado por bolinhas sorridentes e com olhos, ou bolhinhas ‘pro-activas’.

 

Com fundamentos nestes três princípios surgem inevitavelmente aditivos que, quando adicionados a garrafinhas de iogurte líquido, ganham propriedades mágicas, gnomopatológicas.

Passo então a descrever alguns aditivos extraordinários que merecem a atenção de todos os leitores.

  • O aloés

O aloés é, como toda a gente sabe, a panaceia universal para qualquer doença, além disso lava a roupa, dá sorte e, se for esfregado na testa, revela os números do euromilhões.

A aloevera é um cacto - como tal, é ‘natural’ e não pode fazer mal (novamente esta rima hedionda - mais uma vez e queimo a língua!). É utilizado em iogurtes, champôs e sabonetes. Assim, em generalização extrema, ou nos lavamos com iogurte ou andamos por aí a comer detergente.

  • As Resinas

As resinas são substâncias às quais são atribuídas várias propriedades, de entre as quais se destaca (e a mais anunciada) a de reduzir o colesterol.

Até aqui muito bem! - não fossem estas incorporadas em manteigas e margarinas e anunciadas como maravilhas salutares!

Assim, o mais comum dos mortais nem deverá ligar às resinas - deve é enfardar manteiga até sair pelas orelhas e ficar a pulular todo contente com o colesterol de um bebé!

  • Os bífidus

Os Bifidus Activus são super-bactérias que ajudam a regular o trânsito intestinal, acelerando-o. Este efeito era conhecido já anteriormente sob o nome de Leitus Estragadus, só que não era tão bem comercializado.

  • As bolas e bolhinhas

Quando falamos de aditivos devemos também preocupar-nos com a forma como eles exercem o seu efeito.

Neste contexto vou fazer uma retrospectiva para anúncios anteriores e falar do principio da actuação de detergentes como o SKIP e o OMO-máquina. Nestes anúncios, o fantástico poder desengordurante dos detergentes era veiculado por bolinhas sorridentes ou bolhinhas luminosas que ‘atacavam’ a gordura.

Ora, se o aloés dá para os dois lados, também as bolhinhas terão este efeito - daí surgem as bolhas de actimel, órgão executivo das famosas bactérias L Casei Immunitas.

 

Resumem-se assim dois elementos críticos na actividade dos aditivos alimentares:

- As bolas sorridentes, com um efeito directo sobre o colesterol, intestino e tensão arterial;

- As bolhas protectoras, protegendo globalmente o indivíduo de qualquer agressão externa. As bolhas de actimel estão actualmente a ser estudadas para substituir os coletes anti-bala e os capacetes de mota.

 

Para terminar, deverá ser feita uma breve menção a alguns aditivos subestimados pelos analistas de marketing. Neste contexto, acho completamente idiota não serem promovidos os franguinhos e porquinhos com hormonas de crescimento! - o bem que não fariam às criancinhas mirradinhas!

 

Estamos a entrar numa era em que o tuning alimentar se sobrepõe ao anti-tuning, na qual as farmácias se verão substituídas por mercearias onde se venderão fatias de queijo anti-hipertensão e fiambre para a próstata.

 

 

«Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.

Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.»

(Antoine de Saint-Exupéry)


 
Sep
22
    
Escrito por MAGNODUM em Posts do Blog e, September-22-2008

…o estudo interminavel da gnomopatologia no contexto da medicina gnomica - desta vez abordando o domínio dos gnomos renais!


 
Sep
09
    
Escrito por MAGNODUM em Pneumologia e, September-9-2008

Espante-se quem pensa que as curas miraculosas se ficam pela Aloe Vera ou pelos Bifidus Activos (ou bolhinhas do actimel)!

Falo-vos, então, do ovocolombismo dos efeitos respiratórios miraculosos do ‘Vick Vaporub’ - Quem, quando era miúdo e estava constipado ou gripado, não levou com uma dose cavalar de Vick, barrada por toda a sua superficie corporal? - pois! porque segundo relata a tradição, este magnífico ungento não só acaba com tudo o que é afecção respiratória, mas também alivia as dores musculares!

Os meios de aplicação não se ficaram pela unção corporal. Houve uma criatura iluminada, que numa epifania divina, se lembrou de criar uns pauzinhos imbuídos de Vick que seriam fungados por quem tem o nariz entupido. Paralelamente ao magnífico fenómeno de alívio imediato, os vapores matariam também algum bichinho incauto que andasse a fazer das suas nos pulmões do utilizador.

Quando espreitamos a bula apenas conseguimos discernir que este produto celestial é constituido pelos seguintes compostos activos:
1) cânfora (um derivado do petróleo)
2) eucalipto
3) menta
- Misturar os produtos anteriores seria o equivalente a amassar uma pastilha de menta com um rebuçado do Dr. Bayard, deitar gasolina e esperar que a pasta resultante tivesse algum efeito terapêutico! [Como é óbvio, espero que ninguém tente isto em casa!]
É neste ponto que nasce a grande teoria de conspiração que orbita em volta do Vick Vaporub!
Deixamos uma pergunta em aberto que tentaremos responder num próximo artigo:
Qual será o componente secreto do Vick Vaporub?
PS1: O gnomopatologia.com não se responsabiliza se algum idiota ou oligofrénico se lembrar de misturar os produtos acima descritos e o resultado der para os torto…
PS2: …caso alguém misture e vir que até tem algum efeito útil (nem que seja como insecticida) que avise para registarmos a patente!


 
Sep
08
    
Escrito por MAGNODUM em Gastroenterologia e, September-8-2008

A Doença de Crohn é uma patologia que afecta maioritariamente o Sistema Gastrointestinal. Tem a sua origem na perda do equilíbrio instável entre os gnomos do asfalto que habitam as paredes do intestino e os pequenos gnomos pastores que dominam o lúmen daquele. Esta intriga surge num contexto socioeconomico difícil e que se perpetua numa luta sindicalista entre as duas fracções gnómicas.

O sindicato dos gnomos do asfalto reivindica um preço do leite mais acessível, enquanto que o sindicato dos gnomos pastores argumenta por uma parede melhor revestida.

Como a situação actual do intestino é crítica, os dois pedidos não podem ser financiados em simultâneo. Esta situação limitativa, por sua vez, conduz a um marasmo resolutivo que coloca em águas-de-bacalhau qualquer solução auto-suficiente por parte do intestino.

A inepcia que resulta deste aparelho grevista é óbvia:

- Os gnomos do asfalto deixam de asfaltar e o intestino desenvolve lesões em ‘pedra de calçada’.
- Os gnomos pastores deixam de regular correctamente a flora intestinal, perpetuando o preço elevado do leite gnómico.

Estas duas lesões anteriormente descritas acentuam a crise intestinal, sustentando assim o estado de instabilidade gnómica, num ciclo vicioso interminavel, que só verá o seu fim no contexto de uma intervenção externa.

A solução desta situação passa por duas medidas recentemente descritas na 17ª versão do Harrison’s Principles of Gnomopatology e que se fundamentam no suplemento com Lactobacilus para satisfazer os Gnomos Pastores e no subsídio dos Gnomos do Asfalto com sulfassalazina (uma espécie de betume).
Esta medida externa induz as duas espécies de gnomos a deixar de se culpar mutuamente pela crise intestinal. O intestino, por sua vez, recupera o seu bom funcionamento e o equilíbrio até então perdido.


 
Sep
07
    
Escrito por GINN em Medicina Caseira e, September-7-2008

Ao ler este título, o leitor pode ficar confuso ou iludido. Porquê? Na Língua Portuguesa (muito traiçoeira, por sinal) encontramos um número elevado de palavras com múltiplos sentidos. Estaremos, então, a falar daquela vulgar e tão utilizada expressão “é canja!” ou estaremos a abordar um tema culinário? Pois é isso mesmo!! A culinária junta-se, assim, ao mundo gnomopatológico!

 

A Canja (de Galinha) tem na cultura popular portuguesa uma forte analogia a propriedades medicinais no combate à gripe. Porque será? E será verdade?

 

Não há muitas pessoas que saibam, mas a Tia Anica, que vive na região minhota, contou-nos a origem desta iguaria apelidada de sopa mas que em muito pouco se assemelha com tal. «É muito simples, menina Ginn. A canjinha é nada mais nada menos do que um prato confeccionado pelos gnomos da antiguidade que viviam ali na casa do senhor Joaquim. Está a ver? O senhor Joaquim casado com a Emilinha que vende couve galega e que o filho, o Zezito, fugiu para França com a Mariazinha do senhor Anacleto, o leiteiro. Está a ver? Mas, continuando…Sabe-se que os ingredientes originais não eram estes!! O gnomo do senhor Joaquim utilizava: água, cuzzzcuzzz, mel e amêndoas. Espere! É cuscuse ou  será cuscuz? Olhe é uma dessas modernices…»

 

E Porquê a mudança dos alimentos? (devem-se estar todos a questionar) É fácil! O senhor Joaquim e a dona Emilinha são portugueses!! Ora português que é português, manda o gnomo embora, tira o cuscuz e substitui por massa, tira as amêndoas e o mel (porque são muito caros) e mete a bela da galinha. Se o senhor Joaquim ainda pudesse, punha vinho em vez de água, mas isso já era um abuso… e as propriedades medicinais? Balelas! Era apenas uma desculpa para os miúdos comerem a sopa…

 

E aqui fica uma bela história da Canja, do gnomo incompreendido (acabou por ir chefiar um dos melhores restaurantes da Tunísia) e das desculpas que se inventam para fazerem aquilo que queremos!!

 

 


 
Sep
06
    
Escrito por MAGNODUM em Neurologia e, September-6-2008

A insónia tem a sua causa sediada numa equipa de futebol de gnomos nocturnos que habitam na cabeça dos infelizes noctívagos contra-vontade.

Esta equipa de futebol tem a mania de trocar a bola apenas de noite o que, como é óbvio, entra em conflito com o adormecer inocente de quem tenta descansar.

É neste contexto que surge a terapêutica hipnótica. Estes fantásticos comprimidos são concentrados de gnomos árbitros, geneticamente modificados pela indústria farmacêutica, que têm como função a expulsão todos os jogadores gnómicos acabando assim com o jogo e toda a agitação associada.

e como diria o grande mestre,

Um bem haja para todos entre vocês!


 
Sep
06
    
Escrito por GINN em Posts do Blog e, September-6-2008

A palavra “gnomo” foi primariamente utilizada por Paracelso (aqui encontramos uma primeira analogia ao nosso mundo médico!!) no século XVI para nomear os elementares da terra. Gnomo deriva do grego Gnosis, que significa saber. Assim, encontramos um dos primeiros objectivos deste cantinho especialíssimo: misturar a sabedoria gnómica com as incautas e científicas explicações médicas.

 

 

A representação mais comum dos gnomos é com um chapéu vermelho na cabeça (sinal de conhecimento), botas (demonstrando agilidade), cabelos e barbas brancas (pureza de espírito).

No entanto, aqui, os gnomos têm um gorro amarelo - encaixe com uma das cores que predominam no nosso quotidiano! Amarelo, canário! – aliam uma fácil locomoção a um calçado repleto de estilo com as suas doc martens - se a moda é uma realidade nos humanos, porque não no mundo gnómico?? - e encantam-nos com o seu corte de cabelo à máquina-zero.

 

Apesar do nosso conhecimento sobre estes seres, há muita coisa a que ainda não somos capazes de dar resposta. Será que se aprendermos a ler a sina conseguimos infiltrar-nos no mundo mágico gnómico? Conseguiremos encontrar gnomos costumizáveis (para podermos pintá-los da cor que quisermos)?

 

 

Embarquem então neste trenó de gnomos e acreditem que, para além de fugirem ao trânsito, aprenderão muito sobre o inimaginável e o inestudado, calcorreando em muitos momentos um estado bem semelhante à demência.

 

 

 


 
Sep
06
    
Escrito por MAGNODUM em Posts do Blog e, September-6-2008

“Look! It’s moving. It’s alive. It’s alive… It’s alive, it’s moving, it’s alive, it’s alive, it’s alive, it’s alive, IT’S ALIVE!”

…e é este o primeiro post desde blog onde os limiares da sanidade mental tangenciam uma tentativa para converter a IDEOPATIA médica na GNOMOPATIA - um desiquilíbrio do balanço gnómico corporal.

 

Nesta epopeica viagem serão acompanhados por dois estudiosos na área da Gnomopatologia:

Mrs. GINN

Mr. MAGNODUM